Falando sobre amor, paixão, encontros e desencontros…

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Colo

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As vezes precisamos de um colo
Um colinho quente e macio

Um colinho aconchegante

Pedir demais?

Dá vontade de se aninhar e ficar ali por horas

Pensando em nada, pensando em tudo
Se sentir amparada, amada e querida

Se sentir importante

Mas esse colo não vem e bate a tristeza

Bate a solidão lá no fundo do peito

Lá no fundo do coração

Frustração…

Sozinha

Sinto-me sozinha… Muito sozinha…

Sozinha num mar de inquietude e solidão

Sozinha com meus pensamentos

Sozinha com meus desejos

Sozinha e incompreendida

Sinto que falta alguma coisa

Sinto que falta alguém

Alguém de verdade

Alguém de concreto em minha vida

Não sei viver no ímpar

Difícil ter alguém somente por alguns momentos

Mesmo que estes sejam os melhores

Difícil amar de longe

Hoje…

A tristeza tomou conta dos meus pensamentos.

Solidão

Sempre ouvi dizer que a solidão dói, machuca e fere profundamente.

Baseando-se nesse conceito, eu fico me perguntando o que é a solidão, além de se estar sozinho.

Pior do que estar só é estar acompanhado, rodeado de gente e ainda assim se sentir sozinho.

É gritar e não ser escutado.

É uma dor profunda, sufocada e mal interpretada.

Se sentir só quando se está em companhia de alguém é constrangedor.

Mas a pergunta que fica é:

Por que isto acontece?

Por que algumas vezes nos sentimos desse jeito?

Por que a solidão nos corrói por dentro, nos fere e machuca?

Por que nem sempre encontramos resposta para a solidão?

Verso ou Reverso?

Amor ou paixão?

Carinho ou sedução?

Vontade ou excitação?

Desejo ou tesão?

Querer ou obsessão?

Felicidade ou solidão?

Razão ou emoção?

Cabeça ou coração?

Realidade ou ilusão?

Sim ou não?

Onde anda você?

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E por falar em saudade, onde anda você?
Onde andam seus olhos que a gente não vê?
Onde anda esse corpo que me deixou morto de tanto prazer?
E por falar em beleza onde anda a canção?
Que se ouvia nas noites dos bares de então.
Onde a gente ficava, onde a gente se amava em total solidão.
Hoje eu saio na noite vazia, numa boemia sem razão de ser.
Na rotina dos bares, que apesar dos pesares me trazem você.
E por falar em paixão, em razão de viver…
Você bem que podia me aparecer nestes mesmos lugares
Na noite, nos bares, onde anda você?

 

* por Vinícius de Moraes

Metade de mim

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que eu acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.

Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda, que triste.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece, nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento.
Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me coroe por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que eu fui, a outra metade eu não sei…

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos apronte uma resposta, mesmo que ela não saiba,
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia e a outra metade, a canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade também!

OSWALDO MONTENEGRO

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