Falando sobre amor, paixão, encontros e desencontros…

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Yan e Yang

Os Opostos.

Será que os opostos se atraem?

Ou se repelem?

Alguém aí tem alguma experiência sobre relacionamento para contar sobre isso?

Bem, eu vou contar a de uma amiga minha.

Ela é casada e ele solteiro.

Ela com mais de trinta e ele com mais de vinte anos.

Ela morena e ele loiro.

Ela olhos castanhos e ele olhos verdes.

Ele lindo e ela nem tanto.

Ela otimista e ele… prefiro nem comentar.

Ela sonhadora e ele pés no chão (presos com cimento)

Ela apaixonada e ele talvez nem soubesse o que era isso, talvez nunca tivesse se apaixonado antes, rapaz novo, outra realidade.

Ela carente e ele seguro de si, muito seguro.

Ela totalmente entregue como diz a música, “de ficar sempre só, esperando um sim ou um nunca mais… e ele, inatingível.

Ela coração mole, amanteigado (desses que choram a toa) e ele coração de gelo, frio, sem sentimento algum (a ponto de não perceber, de não se dar conta da entrega daquela mulher, de não entender o que é gostar de alguém e esse alguém não ser seu (de novo a música aí).

Pois bem.

Ela sinalizando de todas as maneiras, de todas as formas sobre o sentimento dela, com cartõezinhos, chocolates, cartas, e-mails, mensagens e ele… ah ele, ele devia achar que era brincadeira né, só pode.

Ele na faculdade e ela já formada.

Ele só veste preto e ela é multicolorida.

Ele curte heavy metal e ela MPB.

Ah, uma coisa eles combinam, ambos gostam de vinho e chocolate.

Uffa!

Lembrei de novo! Ambos são também bastante sinceros, educados e leais.

Mundos diferentes, conceitos totalmente diferentes, mas uma mesma vontade.

A vontade de possuir um ao outro, de se fundirem em um só, numa única noite.

Moral da história.

A diferença os separou, chegou um dia em que a realidade de um, brigava com a realidade do outro.

O preto não quis ficar colorido…

O gelo não se permitiu derreter…

O desejo dele de levá-la para cama ficou muito pequeno diante do desejo dela de unir suas almas e seus corações.

O inevitável acabou acontecendo.

Chegou o triste dia da separação, antes mesmo de chegar o grande dia da real aproximação.

Deixaram de se ver, deixaram de se falar, e de se tocar.

Hoje, são dois desconhecidos que mal se falam e mal se olham.

Resumiram-se em bom dia, tudo bem e como vai.

Resumiu-se em pequenos diálogos.

Foi um tremendo choque de realidade, para ela claro, pois para ele…

Bem, ele parece não ter entendido nada, parece nem ter sido coadjuvante na história da vida real, pois um belo dia, ele virou-se para ela e disse em um tom arrogante assim:

 – “Mas nada aconteceu!” respondendo a indagação dela do por que ele resolveu voltar a falar com ela depois de tudo, depois do fora que ele deu nela, depois de tê-la feito sofrer, chorar, depois de todo aquele tempo que parecia de envolvimento, depois de toda entrega e depois de todo desprezo.

Ela, em sua sabedoria, deixou esse comentário deselegante para lá, e mais uma vez percebeu e se deu conta de que ambos jamais ficariam juntos, jamais se completariam, jamais seriam felizes e jamais dariam certo.

Como a água e o óleo que não se misturam.

Ela disse que de tudo isso, aprendeu a não se entregar tanto, a não se iludir e a não depositar suas carências e expectativas em uma só pessoa, pois hoje ela sabe que é receita certa de sofrimento.

E ele?

Bem…

Ele…  Ele disse para ela:

“-Nada aconteceu!”

 

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