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Será o fim do amor romântico?

amor

Estamos no terceiro milênio, e estudos comprovam que essa é a era do fim do amor romântico, aquele amor que ainda predomina no imaginário da grande maioria das pessoas e inclusive na minha também.

O amor romântico é aquele em que buscamos a nossa outra metade, a nossa cara metade para juntos nos completarmos.

Hoje as relações afetivas mudaram, hoje não existe a necessidade de encontrar a nossa outra metade da laranja visto que as pessoas estão mais individualistas.

Elas não querem se completar, pois julgam não precisar mais.

Elas querem parcerias.

É a troca do amor de necessidade pelo amor de desejo.

A nova forma de amor tem nova feição e novo significado.

Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.

 E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar a sua individualidade.

Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

Metade de mim

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que eu acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.

Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda, que triste.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece, nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento.
Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me coroe por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que eu fui, a outra metade eu não sei…

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos apronte uma resposta, mesmo que ela não saiba,
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia e a outra metade, a canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade também!

OSWALDO MONTENEGRO

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