Falando sobre amor, paixão, encontros e desencontros…

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Ah o amor

Ah, o amor, essa raposa.

Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim.

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.

O amor não é chegado a fazer contas e não obedece a razão.

O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo ou por conjunção estelar.

Costuma ser despertado mais pelas flechas do cupido do que por uma ficha limpa.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã da Ana Carolina.

Isso são só referências.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC.

Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó.

 Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é…

 

Crônica de Roberto Freire deviamante modificada por Samantha

 

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